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16/04/2018 | 20:16

Julgamento da motorista bêbada que matou a bebê Lorena é adiado para julho

O Júri foi adiado a pedido da ré que anunciou, na véspera da sessão, a substituição de advogado

Por Sérgio Santos | sergiosantos@pilarnews.com.br

Julgamento da motorista bêbada que matou a bebê Lorena é adiado para julho

Maria de Lourdes Souza Marinho

Foto: Divulgação

Foi adiado para julho o julgamento da auxiliar de limpeza Maria de Lourdes de Souza Marinho, 55 anos, acusada de, embriagada, ter provocado o acidente que matou a bebê Lorena Kamonseki, de nove meses, e causou lesões graves na mãe da criança, Juliana Lucas Flora, e no irmão dela, de 3 anos de idade.

A sessão do Tribunal do Júri seria realizada nesta terça-feira (17), mas, um dia antes do julgamento, a ré comunicou o juízo de Salto de Pirapora a destituição de seu advogado e a constituição de novo defensor.

Acatando solicitação da ré, a juíza Thais Galvão Camilher Peluzo determinou o cancelamento do julgamento. Mas, em seu despacho, demonstrou indignação com a manobra e observou que, se mantive o julgamento, a ré poderia alegar violação do princípio da ampla defesa e pedir a anulação do Júri em segunda instância.

“A realização de uma sessão do Júri exige a efetivação de inúmeros atos processuais, expedição de intimações, requisições. E isso significa gasto de dinheiro público. Mobiliza-se uma série de pessoas para tal dia: policiais militares, guardas municipais, oficiais de justiça, jurados, serventuários da justiça, dentre outros, que, antecipadamente, já reservam tal data em suas agendas para atender apenas e tão somente aos trabalhos da sessão. Sem contar que se perde um dia de pauta, no qual poderiam ter sido marcadas audiências criminais de outros réus presos”, escreveu.

“Fica aqui, portanto, registrada a indignação desta magistrada com a postura da acusada, com a advertência de que não se admitirá sua reiteração. Mantenho a nomeação do defensor dativo a fim de que, em caso de nova manobra retardatória da acusada, ele promova a ampla defesa dela em plenário”, finalizou.

Maria de Lourdes é acusada de homicídio e dupla tentativa de homicídio na condução de veículo automotor, com dolo eventual, já que conduzia o veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool, assumindo o risco do resultado morte e lesões que causou nas vítimas.

A sessão do Tribunal do Júri foi remarcada para 31 de julho, a partir das 13h30 no auditório do CRAS, localizado na Rua Jose Rodrigues de Oliveira, Jardim Avenida, em Salto de Pirapora.

O acidente

O acidente aconteceu no início da madrugada de 14 de fevereiro de 2016 no quilômetro 126 da rodovia Francisco José Ayub (SP-264), no bairro Quintas de Pirapora, em Salto de Pirapora.

Segundo a denúncia, embriagada, Maria de Lourdes Souza Marinho conduzia um veículo VW Santana, invadiu a pista contrária e bateu de frente contra o GM Celta que era conduzido por Juliana Lucas Flora, que viajava em companhia dos filhos. Juliana e Igor ficaram gravemente feridos e foram socorridos ao hospital. Já Lorena não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local.

Mesmo com todas as evidências e as provas elencadas no processo, Maria de Lourdes Souza Marinho negou que tivesse ingerido bebida alcoólica, alegando que apenas se lembra de uma forte luz no momento do acidente.

“A materialidade dos delitos resultou amplamente comprovados. Há elementos que indicam que a ré teria ingerido bebidas alcoólicas antes de dirigir o veículo e também que teria invadido a pista contrária, causando o acidente automobilístico”, disse o juiz André Rodrigues Menk ao anunciar a sentença de pronuncia da ré no ano passado.

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