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30/08/2018 | 22:13 | Atualizada: 03/09/2018 | 13:48

Júri condena a 13 anos de prisão catador que matou a mulher e jogou em fossa

Em julgamento realizado na tarde desta quinta-feira (30) no auditório da Câmara Municipal, o catador de materiais recicláveis Florisvaldo Gama da Silva, de 44 anos, foi considerado culpado de feminicídio e ocultação de cadáver da sua amásia, Alzira Mara Francisco. 

A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Ricardo Augusto Galvão de Souza, titular da comarca de Pilar do Sul, que fixou a sentença em 13 anos de reclusão em regime inicial fechado. 

A acusação ficou a cargo da promotora Patrícia Manzella Trita que sustentou a tese do Ministério público de homicídio triplamente qualificado, cometido por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, praticado contra a mulher por razões de condição de sexo feminino.

Ouvido em plenário, Florisvaldo Gama da Silva confessou o assassinato da mulher e alegou que a atacou por ciúmes, depois de tê-la surpreendido na cama com outro homem.

A defesa do réu foi exercida pelo advogado Ubiratan Lemes Cipriano, da defensoria pública, que tentou convencer os jurados, composto por sete mulheres, que rejeitasse as qualificadoras, condenando o seu cliente por homicídio simples.

Ao final do julgamento, a promotora Patrícia Trita disse que irá recorrer da dosimetria da pena. Já o defensor disse que ficou satisfeito com a sentença: "Foi feita justiça".

O crime

O crime foi cometido no mês de novembro do ano passado (leia aqui) em um barraco que o casal residia, no bairro da Lavrinha, próximo ao entreposto da empresa MNS, no quilômetro 145 da rodovia Nestor Fogaça (SP-250).

Segundo a denúncia, durante uma discussão por ciúmes, o catador de materiais recicláveis matou a mulher com golpes de ferro e ocultou o cadáver em uma fossa desativa no quintal.

Após o julgamento, Florisvaldo, que já está preso preventivamente, foi levado de volta para o presídio de Capela do Alto para cumprimento da pena.
 
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