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12/03/2018 | 17:45 - Atualizada em 29/03/2018 | 17:18

​Laudo confirma primeira morte de macaco por febre amarela em Pilar do Sul

Em 2018, 43 animais foram achados mortos no município, mas nenhum caso da doença em humanos

Por Sérgio Santos | sergiosantos@pilarnews.com.br

Laudo do Centro de Patologia do Instituto Adolfo Lutz confirmou a primeira morte de macaco por febre amarela em Pilar do Sul. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (12) pela Secretaria de Saúde de Pilar do Sul.

O macaco da espécie bugio, sexo feminino, foi encontrado morto no dia 31 de janeiro no bairro da Paineira por um morador que acionou a Vigilância Sanitária, que recolheu e enviou o animal para exame imuno-histoquímico, cujo resultado acusou positivo para a doença.

Para Marcos Augusto de Gois Vieira, secretário municipal de saúde, mesmo com o primeiro caso confirmado de animal morto pela doença, não há motivo para pânico, uma vez que desde janeiro a campanha de vacinação foi intensificada e quase a totalidade da população foi vacinada.

Além disso, frisa o secretário, no ano 2009 foi realizada uma campanha de vacinação e 80% da população foi imunizada e desde janeiro aproximadamente outras 4.500 pessoas foram vacinadas no município.

“A campanha continua, com vacinações as quartas-feiras, no PAM da Nova Pilar, as quintas-feiras no Centro de Saúde Terezinha (Campo Grande) e as sextas-feiras no Centro de Saúde Helena (centro). Além disso, nesta terça-feira (13) iremos reforçar a campanha no bairro da Paineira, com visitação casa a casa pelos agentes comunitários de saúde”, disse Marquinho. 

Zacarias Fogaça, diretor de Vigilância Sanitária, informou que desde janeiro 43 macacos foram encontrados mortos nas regiões dos bairros Paineira, Caxangá, Cananéia e Pinhal. Destes, 10 foram enviados para análise, sendo que um deu positivo para a doença, dois negativos e outros sete animais ainda estão em análise no Instituto Adolfo Lutz. Os demais estavam em avançado estágio de decomposição e não foi possível recolher material para exame imuno-histoquímico.

O diretor da VISA pede a população que ao encontrar um macaco morto avise imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pelo telefone fixo: (15) 3278-4248 ou celular 99750-4612 que recolherá o animal para análise.

Macaco não é o vilão

A técnica veterinária Maíra Martins, coordenadora de controle de zoonoses, alerta a população que o macaco não transmite a doença e que as pessoas não devem atacar os animais.

Ela explicou que os macacos representam um alerta quanto à incidência da doença em áreas silvestres, porque são vulneráveis ao vírus, e ajudam as autoridades sanitárias a elaborar ações de prevenção da doença em humanos.

Assim como a dengue, a febre amarela é um vírus transmitido por um mosquito. Na verdade, três: Haemagogus e Sabethes, que propagam a doença nos meios rurais e silvestres, e o Aedes aegypti, transmissor nas zonas urbanas. Não são registrados casos urbanos da doença no Brasil desde 1942.

Os sintomas são febre, dor de cabeça aguda, dores no corpo, vômito e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode ter febre alta e icterícia (cor amarelada na pele e branco dos olhos) e pode evoluir para falência dos rins e do fígado e até causar a morte.
 
Cronograma de vacinação da febre amarela:

Quartas-feiras - PAM I Cecília Urias De Moura (Nova Pilar)
Quintas-feiras - Centro de Saúde Terezinha de Mores Arsilla (Campo Grande)
Sextas-feiras - Centro de Saúde Helena de Proença Lacerda (Centro)

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