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Notícias / Polícia

01/10/2020 | 20:52 - Atualizada em 02/10/2020 | 09:47

​Júri absolve Edna e condena Luan e Anderson pelo homicídio de ‘Chico das Mudas’

O idoso foi brutalmente assassinado em setembro de 2017 no bairro Reunidas e seu corpo jogado em um rio, em Juquiá-SP

Por Sérgio Santos | sergiosantos@pilarnews.com.br

​Júri absolve Edna e condena Luan e Anderson pelo homicídio de ‘Chico das Mudas’

Foto: Sérgio Santos / Portal Pilar News

Em sessão realizada na tarde desta quinta-feira (1), o Tribunal do Júri absolveu Edna Alves da Silva da acusação de ocultação de cadáver e condenou Luan Rodrigues de Lima e Anderson dos Santos Rosa por homicídio, furto e ocultação do corpo de Henrique Lipka Neto, o ‘Chico das Mudas’, então com 66 anos - crime cometido (aqui) em setembro de 2017 na chácara em que a vítima residia no bairro Reunidas, em Pilar do Sul.
 
Segundo o processo, após atacar e matar a pauladas o idoso de 66 anos, os réus Luan (Mudinho) e Anderson (Vesgo) subtraíram diversos objetos e um veículo GM Celta. Depois, colocaram o corpo da vítima no porta-malas e, em companhia de Edna e de um adolescente, o jogaram no rio Assungui, no município de Juquiá-SP.
 
Inicialmente o Ministério Público pedia a condenação dos réus Luan e Anderson por homicídio duplamente qualificado - pelo motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, furto qualificado e ocultação de cadáver, enquanto que Edna apenas pelo crime de ocultação de cadáver.
 
No julgamento de hoje, o Ministério Público dispensou a oitiva de suas quatro testemunhas e a defesa de suas três. Os réus Luan e Edna utilizaram o direito de permanecerem em silêncio e de não se manifestarem em plenário. Em sua defesa, Anderson disse que era namorado de Edna e que descobriu que ela estava tendo um caso com ‘Chico das Mudas’, que na noite dos fatos ficou sabendo que eles estavam juntos e que, em companhia de Luan, foi até a chácara e lá flagrou os dois mantendo relações sexuais, que se descontrolou, atacou e matou ‘Chico das Mudas’, mas se negou a revelar mais detalhes do crime, do furto e da ocultação de cadáver.
 
Logo no início dos debates, se dirigindo aos jurados, o promotor público Vitor Petri - que mais uma vez substituiu a titular Patrícia Manzella Trita, revelou ter conversado com os advogados dos réus e chegaram a um consenso, convergindo em tese comum de homicídio simples, e recomendou aos jurados que desconsiderassem as qualificadoras (agravantes) de motivo fútil e de utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e que reconhecessem, com relação ao réu Anderson, a tese de homicídio privilegiado (atenuante), uma vez que o réu Anderson agiu movido de forte emoção, por ciúmes. O promotor disse ainda que não havia provas de que Edna tenha participado da ocultação do cadáver e solicitou sua absolvição. Em suas manifestações em plenário os advogados de defesa fizeram as mesmas recomendações do promotor.
 
O corpo de jurados, formado por cinco mulheres e dois homens, seguiram exatamente as recomendações do promotor e dos advogados e absolveram Edna e condenaram Luan e Anderson por homicídio simples, furto qualificado e ocultação de cadáver, no caso de Anderson com a atenuante de ter agido sob forte emoção, o que reduziu sua pena em um sexto.
 
Com veredito dos jurados, o juiz Ricardo Augusto Galvão de Souza proferiu a sentença, fixada em oito anos de reclusão para o réu Anderson (Vesgo). Como já está preso há 3 anos, Anderson foi beneficiado com a retratação para o regime semiaberto. Com relação a Luan (Mudinho), diagnosticado com distúrbios mentais e considerado inimputável, o juiz Galvão de Souza determinou a aplicação de medida de segurança, consistente em internação por tempo indeterminado em um hospital psiquiátrico de custódia judicial com avaliação uma vez ao ano de seu progresso e a possibilidade de voltar ao convívio com a sociedade.
 
Os advogados de defesa, Rodrigo da Silveira Camargo (de Edna e Luan), Leandro Purficação Teich e Luiz Guilherme de Almeida Figueiredo (de Anderson), disseram que ficaram satisfeitos com o desfecho do julgamento e que, a princípio, não iriam recorrer da sentença.

5 comentários

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  • Denise 03/10/2020 | 00:00

    Com muita tristeza um grande amigo perdeu sua vida por culpa e 3 pessoa que nao merece perdao mas a justicia deu o perdao a vida do chico um homem tao bom

  • John 02/10/2020 | 00:00

    uma vergonha deveria ter pena de morte para estes vagabundo. O outro tem distúrbio mental da uma paulada na cabeça para ver se não volta ao normal, aposto que não rasga dinheiro e nem come bosta. O brasil esta perdido , obrigado pelo nossos governantes que faz leis para beneficiar esses vagabundo que tem que morrer.

  • PAULO RIBEIRO DOS SANTOS 02/10/2020 | 00:00

    Um livre, outro semiaberto o outro internado ! A vida não tá valendo nada mesmo. Só Jesus na causa!!

  • Ezequiel gouveia 02/10/2020 | 00:00

    Quanto vale um vida ?

  • Rafael 01/10/2020 | 00:00

    Nossa esse júri esse promotor e esses advogados são uns bandos de imundos. Queria ver se fosse o pai do promotor se ele deixaria como homicídio simples, o que adianta ir a júri se o júri é incoerente nas suas decisões, igual o caso do rapaz chamado Patrick. Toma vergonha (...)!

 
 
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